
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Uma carta para a Preta Gil

Falando de Virtudes: Compaixão!

Vaidade sim!!!

Ser fumante é o óooo, com certeza, mas quem se intromete no meu vício é trinta vezes mais!!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Continuo pensando no filme...
Maternidade será sempre um tema intrigante para mim, por mais que eu queira entender como se dá essa ligação mágica entre uma mãe e um filho, eu sei... claro que sei, ( pobre mortal) eu nunca conseguirei entender!
Meu filho fez cinco anos, ora eu lembro quando fiz cinco anos, e fico me perguntando se os questionamentos que eu tinha são parecidos com os que ele tem...
A imaginação fervilhante eu já vi que é a mesma, eu via monstros terríveis debaixo da cama, achava que quando minha mãe saía, ela não iria voltar e que quando meus pais brigavam, eles se separariam...
O João também vê monstros, não quer que eu me separe...
Acho tão difícil entendê-lo... e faço o que posso para respeitá-lo como ele é, mas me questiono sobre até quanto devo respeitá-lo e até quanto devo limitá-lo, colocar regras, impôr respeito... Ora, fácil ninguém me disse que seria, mas tãaaaaao difícil assim, também não!!!!
As crianças são seres complexos, pedem por limites, exigem cuidados, cerceiam nossa liberdade e ainda por cima são adoráveis, puxa!!!
Eu não vou enconder de mim, a minha atual verdade, o João é uma grande incógnita para mim, olho para ele, vejo amor, esperança, amor de novo, energia e quase sempre, não sei bem como lidar com tudo isso...
Mas o mais importante está sendo feito, a gente está se conhecendo!!!
Fiquei com saudade de mim, com 16 anos e dos amores "eternos" que construi a cada namoro.
Senti falta dos sonhos, não que eles não existam mais, não é isso, mas hoje eles são menos "cor de rosa", são mais tangíveis e assim, menos emocionantes...
Durante anos acreditei não ter sido uma adolescente típica, me achava mais introspectiva que a média, mais resolvida, mais politizada... ai, ai...tá, fui absolutamente normal, e os excessos que me atribuem, sinto muito, mas também são normais!!!
Eu não fiz nada muito emocionante na minha adolescência, nunca tomei um porre, não fugi de casa, não viajei sem rumo, não usei drogas, não fiz sexo inconsenquente... Ah, me arrependo... claro que sim, a gente só é adolescente uma vez, e eu desperdicei minhas fichas em momentos mais ou menos, mas tudo bem, agora é tarde, e ainda sim, sou feliz pelo o que fiz!
Fiquei pensando no filme, e me vi sendo mãe hoje, impossível não associar, mesmo sendo realidades tão distantes... é que tudo que relaciona filho, xii, me faz pensar, me comove...
Ser mãe é dádiva, bênção suprema, e por isso mesmo gostei do filme, para ser mãe há mesmo o tempo certo...

